quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mudança de sala

Finalmente temos a "Nossa" sala de aula, aquela que estaremos todos os dias a ter as nossas aulas, onde podemos por as nossas coisas e reconstrui-la de maneira a que nos sintamos bem.. Não fazia sentido andar de sala em sala, agora sim.. Ao longo do tempo vamos enriquecendo a nossa sala de aula..

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Soneto á moda de camões

O amor é uma mensagem que não se lê
É um desejo, não esperado
É uma tortura, sem dor
É um arco-íris, sem cor

É um querer, por não querer
É uma dor que não se sente
É um amor, mal amado
É um sofrimento, contente

É querer ser torturado por vontade
É dar amor a quem não merece
É ser infiel a quem é leal

Mas o que é o amor afinal
Ora nos deixa bem, ora nos deixa mal
Não há definição…

dia 26 a 30 de janeiro

Esta semana sem duvida podia ter corrido muito melhor, começou por correr bem até, mas na quarta-feira não conseguiu ir á escola porque a gripe consegui apanhar-me. Fiquei 3 dias em casa faltando assim a apresentações de trabalhos, entregas de trabalhos e a ficha de português. Espero que esta semana que vêm seja melhor e corra pelo melhor.

As quatro Galinhas

Era uma vez 4 galinhas, a Isaltina, a Andrioleta, a Raquelina e a Tanioltina. Elas não gostavam muito umas das outras, porque estas eram muito parecidas e ao mesmo tempo muito diferentes.Diz a Raquelina a Isaltina enquanto passava pelo galinheiro:- Meu deus estas galinhas podiam ter mais estilo, principalmente a Isaltina.- Cada um é como é!Ate que a Raquelina enquanto passava, caiu na lama do galinheiro e ficou toda suja. A Isaltina e a Tanioltina foram ajuda-la a levantar-se e a limpar-se, porque encontrava-se muito suja.- Ai!!! Coitada, não fiques aflita que eu vou te ajudar.- Eu também…coitada!
- Obrigada. Foram muito simpáticas, não me vou esquecer disso.Dizem as três ao mesmo tempo:
- Vamos ficar amigas?Calaram se as três durante uns segundos e disseram outra vez ao mesmo tempo:- Claro que sim.A partir desse dia as três galinhas ficaram muito amigas e não se separavam por nada deste mundo.Um dia a dona Marta, dona do galinheiro, levou outra galinha para o sítio das três amigas, chamava-se Andrioleta, levou algum tempo a habituar-se ao seu novo lar. As três amigas gostaram dela e foram logo falar-lhe e perguntaram como é que ela se chamava, ela envergonhada respondeu:- Eu chamo me Andrioleta, e vocês?- Eu sou a Isaltina.
- Eu a Tanioltina.
- E eu a Raquelina.E assim ficaram todas amigas e resolveram ir a DisneyGalinheiro.- Vamos divertir-nos um pouco, estamos sempre aqui sem fazer nada! Vá vamos ao DisneyGalinheiro.- Tens razão.- Bora!!Quando lá chegaram fartaram-se de se divertir ate que a Isaltina e a Raquelina se perderam da Tanioltina e da Andrioleta. Quando se aperceberam disso ficaram muito assustadas e começaram a perguntar as galinhas se tinham visto as suas amigas.
- Alguém viu duas galinhas, uma com o cabelo curto e uma com o cabelo loiro!!!Mas ninguém as tinha visto.- Já estou a ficar assustada o que fazemos agora Tanioltina.
- Não sei…olha vamos pedir ajuda aos guardas.Foram ter com os guardas e pediram ajuda, mas as guardas não podiam fazer muito porque havia lá muitas galinhas. Eles ajudaram-nas a procura-las, mas não deu em nada.- Olha Isaltina já sei o que vamos fazer…- O quê?- Vamos para cima da cabine de som da montanha russa e vamos chama-las pelo microfone.Meteram o som dos microfones muito alto para poderem gritar pelas suas amigas e pedir-lhes para irem ter aquele sítio. Os gritos foram tantos que as amigas acabaram por aparecer. Quando isto aconteceu, as quatro amigas galinhas decidiram nunca mais saírem do galinheiro, assim nunca mais se iriam separar.
- Nunca mais nos vamos separar?
- Sim, vamos ficar sempre no nosso galinheiro.- Tens razão.- Podes querer.Quando chegaram ao galinheiro fizeram uma festa de arromba em comemoração a sua amizade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As miudas que me têm ajudado muito neste ano.

Inicio do ano 2009

Bem, para começar espero que este ano me corra melhor a mim e a todos os meus colegas. Desejo um bom ano a todos eles e a todos os professores. Neste ano espero ter força de vontade para encarar o curso como ele é, não me deixar ir a baixo e conseguir tirar bons resultados ao longo do ano para poder concluir o curso com sucesso. Acho que a turma está mais unida o que será assim mais facil estar nas aulas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A nossa terra é Sagrada.

Carta do Chefe índio Seattle ao Grande Chefe de Washington, Franklin Pierce, em 1854, em resposta à proposta do Governo norte-americano de comprar grande parte das terras da sua tribo Duwamish, oferecendo em contrapartida a concessão de uma reserva.


Como podereis comprar ou vender o céu? Como podereis comprar ou vender o calor da terra? A ideia parece-nos estranha. Se a frescura do ar e o murmúrio da água não nos pertencem, como poderemos vendê-los?
Para o meu povo, não há um pedaço desta terra que não seja sagrado. Cada agulha de pinheiro cintilante, cada rio arenoso, cada bruma ligeira no meio dos nossos bosques sombrios são sagrados para os olhos e memória do meu povo.
A seiva que corre na árvore transporta nela a memória dos Peles-Vermelhas, cada clareira e cada insecto que zumbe é sagrado para a memória e para a consciência do meu povo. Fazemos parte da terra e ela faz parte de nós. Esta água cintilante que desce dos ribeiros e dos rios não é apenas água; é o sangue dos nossos antepassados.
Os mortos do homem branco esquecem a sua terra quando começam a viagem através das estrelas. Os nossos mortos, pelo contrário, nunca se afastam da Terra que é Mãe. Fazemos parte dela. E a flor perfumada, o veado, o cavalo e a águia majestosa são nossos irmãos.
As encostas escarpadas, os prados húmidos, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família. Se vendermos esta terra, não ireis, decerto, ensinar aos vossos filhos que ela é sagrada. Como poderei dizer-vos que o murmúrio da água é a voz do pai do meu pai...
Também os rios são nossos irmãos porque nos libertam da sede, arrastam as nossas canoas, trazem até nós os peixes… E, além do mais, cada reflexo nas claras águas dos nossos lagos relata histórias e memórias da vida das nossas gentes. Sim, Grande Chefe de Washington, os nossos rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede, levam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos.
Se vos vendêssemos a nossa terra, teríeis de recordar e de ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também seus. E é por isso que devem tratá-los com a mesma doçura com que se trata um irmão. Sabemos que o homem branco não percebe a nossa maneira de ser. Para ele um pedaço de terra é igual a um outro pedaço de terra, pois não a vê como irmã mas como inimiga. Depois de ela ser sua, despreza-a e segue o seu caminho.
Deixa para trás a campa dos seus pais sem se importar. Sequestra a vida dos seus filhos e também não se importa. Não lhe interessa a campa dos seus antepassados nem o património dos seus filhos esquecidos. Trata a sua Mãe Terra e o seu Irmão Firmamento como objectos que se compram, se exploram e se vendem tal como ovelhas ou contas coloridas. O seu apetite devora a terra, deixando atrás de si um completo deserto.
Não consigo entender. As vossas cidades ferem os olhos do homem pele-vermelha. Talvez seja porque somos selvagens e não podemos compreender. Não há um único lugar tranquilo nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desenrolar das folhas ou o rumor das asas de um insecto na Primavera.
O barulho da cidade é um insulto para o ouvido. E eu pergunto-me: que tipo de vida tem o homem que não é capaz de escutar o grito solitário de uma garça ou o diálogo nocturno das rãs em redor de uma lagoa? Sou um pele-vermelha e não consigo entender. Nós preferimos o suave murmúrio do vento sobre a superfície de um lago, e o odor deste mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com o aroma dos pinheiros.
Quando o último pele-vermelha tiver desaparecido desta terra, quando a sua sombra não for mais do que uma lembrança, como a de uma nuvem que passa pela pradaria, mesmo então estes ribeiros e estes bosques estarão povoados pelo espírito do meu povo. Porque nós amamos esta terra como uma criança ama o bater do coração da sua mãe.
Se decidisse aceitar a vossa oferta, teria de vos sujeitar a uma condição: que o homem branco considere os animais desta terra como irmãos.
Sou selvagem e não compreendo outra forma de vida. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecer, abandonados nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco que dispara de um comboio que passa. Sou selvagem e não compreendo como uma máquina fumegante pode ser mais importante que o búfalo, que apenas matamos para sobreviver.
Tudo o que acontece aos animais acontecerá também ao homem. Todas as coisas estão ligadas. Se tudo desaparecer, o homem pode morrer numa grande solidão espiritual. Todas as coisas se interligam. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos sobre a terra: que a Terra é nossa Mãe e que tudo o que lhe acontece a nós acontece aos filhos da terra.
Se o homem cuspir na terra, cospe em si mesmo. Sabemos que a terra não pertence ao homem, mas que é o homem que pertence à terra. Os desígnios terrenos são misteriosos para nós. Não compreendemos por que os bisontes são todos massacrados, por que são
domesticados os cavalos selvagens, nem por que os lugares mais secretos dos bosques estão impregnados do cheiro dos homens, nem por que a vista das belas colinas está guardada pelos “filhos que falam”.
Talvez um dia sejamos irmãos. Logo veremos. Mas estamos certos de uma coisa que talvez o homem branco descubra um dia: o nosso Deus é um mesmo Deus. Agora podeis pensar que Ele vos pertence, da mesma forma que acreditais que as nossas terras vos pertencem. Mas não é assim. Ele é o Deus de todos os homens e a sua compaixão alcança por igual o pele-vermelha e o homem branco.
Esta terra tem um valor inestimável para Ele e maltratá-la pode provocar a ira do Criador. Que é feito dos bosques profundos? Desapareceram. Que é feito da grande águia? Desapareceu também. Mas o homem não teceu a trama da vida: isto sabemos. Ele é apenas um fio dessa trama. E o que faz a ela fá-lo a si mesmo.
Também os brancos se extinguirão, talvez antes das outras tribos. O homem não teceu a rede da vida. É apenas um fio e está a desafiar a desgraça se ousar destruir essa rede. Tudo está relacionado entre si como o sangue de uma família. E, se sujardes o vosso leito, uma noite morrereis sufocados pelos vossos excrementos. Assim se acaba a vida e só nos restará a possibilidade de tentar sobreviver.